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Fashion in the bag

Fashion in the bag

04
Jan18

A vida não para..

fashion

«Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo
Pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo
Pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara
A vida não para não

A vida é tão rara....»

 

 

Lenine



03
Jan18

A viagem vertical

fashion

(imagem retirada do site da wook)

 

Este é um livro que me surpreendeu. Conhecia o autor de nome, porém nunca tinha lido nada dele.

Viagem vertical é uma viagem que se inicia em Barcelona, terra da personagem e prossegue por Lisboa, Porto, Madeira terminando onde todas as viagens devem terminar:  dentro de nós próprios.

Mayol começa o seu percurso na idade em que as travessias, habitualmente estão a terminar e ensina-nos que ser velho é desistir de aprender, é ter medo do novo e das aventuras e deixar de cumprir os desejos mais profundos que existem em cada um de nós. Mayol tem tudo contra ele. É abandonado pela mulher, rejeitado pelos filhos e percebe que nunca fez nada por si. No entanto, parte, ruma à descoberta de si próprio e de tudo o que por várias razões deixou de fazer. Ao adormecer perguntou a si próprio por que razão não havemos de ser - homens, deuses, mundo- sonhos que alguém sonha, pensamentos que alguém pensa, situados sempre fora do que existe, e perguntou a si próprio por que não há-de ser esse alguém que não sonha nem pensa, ele próprio súbdito do abismo e da ficção.

Viagem vertical é uma viagem, ao contrário da viagem circular, descrita na Odisseia, sem regresso.

24
Dez17

O meu conto de Natal

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Passou pela mesa mansamente e sentiu com os dedos a madeira castanha.Olhou as cadeiras, ouviu os risos que outrora as vestiam. Viu em cada uma delas os rostos das pessoas que a tocaram e onde o calor imperava. Sentou-se à janela e viu os pardalitos brincarem entre os cedros, ouviu-lhes a melodia e adivinhou-lhe a maciez das penas. Estava frio e aconchegou a camisola nos ombros. Lá fora o brilho das luzes enfeitava o vidro e conferia-lhe, à vez, o tom azul, vermelho e verde. Ficou sentada durante muito tempo a olhar os tons, a beber a simplicidade das oscilações de cor. Ouviu música na rua, trauteou baixinho a letra e os espaços vazios começaram aos poucos a ser preenchidos. Nas cadeiras habitavam agora, os legítimos donos, as chamas da lareira acompanhavam as conversas e os risos. As memórias tão vivas pareciam ser a verdadeira realidade.

Um  dos pardais deixou o cedro e empoleirou-se no parapeito da janela olhando-a longamente. Viram-se os dois com a admiração de quem se descobre.O presente e o passado perpetuados durante um olhar. A melodia, a luz, o calor e o instante do afecto que dura o que quisermos.

Soube ali, naquela cadeira, em frente à janela, o que era o Natal...

18
Dez17

Realidades diferentes

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Sentou-se com o mar de frente, como se estivesse perante uma pintura de um qualquer pintor impressionista. Admirou-se perante a calmaria das ondas e aconchegou o lenço ao pescoço. No rosto desenhava-se,por vezes um leve sorriso que rapidamente se desvanecia e dava lugar a um semblante carregado e preocupado. Lembrava-se das últimas palavras que ouvira, o som trespassava-a e encontrava-a sempre que ela se tentava refugir em outras regiões do seu pensamento. Sempre fora assim, perseguida por sons, fugindo no eterno labirinto de si mesma. Adorava esconder-se e ria muitas vezes por pensar que só ela conhecia aqueles lugares. Muitas vezes era um espécie de triunfo, outras apenas uma forma de se proteger. O que é certo é que talvez ninguém fosse suficientemente forte para resistir a labirintos ou suficientemente curioso para os querer percorrer.

Uma brisa bateu-lhe no o rosto  devagar e trouxe-lhe de volta o som, as palavras que se materializavam e a chamavam de louca. Ajeitou-se na pedra onde estava com as pedras cruzadas e murmurou: - não sou louca, mas a minha realidade é diferente da tua.

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