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Fashion in the bag

Fashion in the bag

21
Ago17

A verdade por detrás dos incêndios

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Não é a primeira vez que falo sobre este tema que é, também, motivo de preocupação e discussão em muitos dos blogues que sigo. Desta vez faço-o com conhecimento de como as coisas se processam no que à prevenção diz respeito.

Facto: A minha família tem uma pequena quinta rodeada por pinheiros e carvalhos inserida numa enorme mancha florestal. Ao redor cresce muito mato e alguns pinheiros(enormes) ameaçam cair para o telhado da casa.

Atitude:Falei com o vizinho há alguns anos. Riu-se e nada fez.

Resultado: O mato cresceu ainda mais sendo neste momento um local potencialmente perigoso e onde o risco de incêndio cresce a cada dia que passa.

 

1- Há dois meses liguei e enviei um correio electrónico para a Câmara e gabinete da protecção civil e expus o caso.

2- Um mês depois volto a insistir e o responsável diz-me que estão com falta de meios e que ainda não tinha conseguido responder-me, que o faria no final da semana.

3- Duas semanas depois ninguém me diz nada. Volto a insistir e o responsável, chateado, diz-me que está a fazer inventário de incêndios que não tem meios e que responde quando puder.

4-  Eu pergunto-lhe, também chateada, se é mais importante fazer inventário do que já ardeu ou prevenir o que poderá arder.

5- Acalmou e ligou-me uma semana depois. Disse-me que na realidade o melhor era ligar para a GNR floresta que eles são rápidos e que a câmara (protecção civil) é mais lenta e não tão eficaz. Ajudou-me a fazer a exposição e ficou com a consciência tranquila porque passou para outros.

6- Faço a exposição ao Sepna(GNR) e passado uma semana não obtenho resposta(aparentemente não receberam a minha exposição). Ligo para a linha de apoio, mas durante quatro horas o número está impedido. Insisto e consigo falar. Dizem-me o mesmo da câmara. Têm poucos meios, mas que vai já enviar para a GNR local.

7- Passados quatro dias a GNR vem a minha casa e pede-me para ver o sítio.

8- Quando estamos quase a chegar,( perto de caminhos onde só se vê mata e silvas, onde quase não se passa), perguntam-me: Mas há casas aí? Sim, respondi.  Caso não haja não podemos fazer nada, disseram eles. Como? Pergunto. Mas isto está cheio de silvas e mato e está assim porque ninguém limpa. Se começar a arder ninguém consegue chegar lá porque não se passa nos caminhos. Só podemos actuar(adoro quando eles utilizam esta palavra) se existirem casas e numa extensão de cinquenta metros ao redor das casas.

9- Chegados lá dizem-me que só podem mesmo notificar o proprietário relativamente aos 50 metros em redor da casa. Os pinheiros altos que estão em risco de caírem para cima da habitação e de partir o telhado, tem se ser com a protecção civil e com a câmara.

11- A notificação só produzirá efeitos em Maio porque até final do Verão, ninguém pode cortar nada.

10- Digo-lhe que já tinha falado com a protecção civil e que me encaminharam para a Sepna. Respondem-me que tem mesmo de ser com eles. GNR só trata do mato ao redor das casas. Mas os fogos só começam ao redor das casas?

11- Volto a enviar e-mail para  a protecção civil. A única pessoa que trata do caso está de férias até ao final de Agosto. Vou ter de esperar. Desejo que os incêndios não cheguem lá e que os pinheiros não caiam. É fazer figas...

Conclusão: As pessoas são prestáveis e diligentes e lutam também elas contra as políticas erradas, mas pouco podem fazer. Não há meios, as leis estão erradas e desactualizadas e tudo parece uma grande trapalhada. Não me parece ser difícil delinear um plano, obrigar as pessoas a limpar e quando estas por serem velhas ou incapazes não puderem serem as câmaras e as juntas a faze-lo. Enquanto isso vamos todos fazendo figas para não sermos os próximos a cair nas tristes malhas das chamas. Admiro-me, sinceramente, é por não termos mais incêndios.

 

 

14
Ago17

As árvores em luta com o vento

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Arrastou os pés pelo chão junto à porta da cozinha. Parou como quem procura algo sem saber. Os dias dela pautavam-se por lutas onde as armas não se viam. Os seus dias, os dias dela, eram preenchidos por procuras inquietantes, em caminhos que muitas vezes desembocavam no nada. Estava em guerra, com ela, com o mundo, com aqueles a quem ela jurara fidelidade e dedicação. Nesta luta havia mortes e para ela sobreviver tinha de matar. Não se tratavam, contudo de mortes físicas e as armas eram interiores, mas nem por isso deixavam de ser mortais. Estava pior, pensou. Não, não estava, voltou a pensar. Acabara o mundo de faz de conta, onde as pessoas não eram como ela as imaginava, acabara a ilusão que lhe roubava a lucidez. Via claro, agora, como se de repente lhe tivessem devolvido a visão que a vida lhe tinha saqueado. A transparência trazia-lhe, consequentemente, a dor e era essa que seria a sua companheira até que um dia a memória se tornasse difusa, de tal forma que não soubesse distinguir o real do que era. Pegou num copo de água e olhou para a serra que se estendia para lá da janela.Viu o verde emaranhado pelo vento que soprava, sentiu a calma da solidão.

07
Ago17

The Great Pretender

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Vi recentemente o documentário sobre a vida do vocalista dos Queen e cheguei rapidamente à conclusão de que sabemos muito pouco daqueles que gostamos. Por várias vezes tenho abordado o tema das máscaras do fingimento, de vermos o que queremos e das pessoas mostrarem o que querem mostrar.

Neste caso quem olhava( e continua a olhar) para a figura,  para o artista e a pessoa que foi o Freddie Mercury o que vê é um homem forte, inteligente, cheio de segurança, talvez até um pouco egoísta.  A ideia de quem lidou com ele é um pouco contrária a isso.

O que parece é que, apesar de ser um artista dos mais completos que já conhecemos, tratava-se de um homem frágil, à procura de amor, altruísta, reservado e que como todos apenas queria ser feliz.

Vale a pena recordar, o homem, o artista e o ser humano que foi Freddie.

31
Jul17

Na alma ninguém manda...

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Ela revirava os olhos cansada da mesma conversa. As pessoas tinham por hábito dizer-lhe constantemente o que fazer. Já não as ouvia, o seu pensamento estava disperso e as palavras assemelhavam-se as asas que a faziam voar. Podiam tentar mandar nela, faze-la sentir culpada, mas a sua alma era indomável e voava para longe, estava muito acima das amarras que lhe queriam colocar.

Na verdade as almas são como cavalos selvagens que cavalgam pelo vento e relincham ao luar, não há quem as prenda.

Inventou uma desculpa, levantou-se à pressa e encaminhou-se para a praia. Tirou os sapatos na areia e correu para água agitada que hoje o mar lhe oferecia.

Na alma ninguém manda.

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