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Fashion in the bag

Fashion in the bag

30
Set16

Visitar o Museu dos Lanifícios na Covilhã

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(Imagens retiradas do FB do museu)

 

 

Esta semana, em trabalho, tive de visitar o Museu dos Lanifícios, situado na Covilhã. Há alguns anos que não o fazia e posso dizer que a surpresa foi enorme. Em 1999-2001 este museu recebeu o prémio de melhor museu português e, de facto, não me espanta. Para além do acervo riquissimo; conseguimos, claramente com a vista ao Museu, perceber a Indústria dos Lanificios. Desde a importância da água, à lã , à fiação, à secagem tudo é mostrado através de peças que estão organizadas de forma inteligente aproveitando um espaço que é, por si mesmo, um Museu. A História dos Lanifícios cruza-se com a história da cidade criando uma harmonia surpreendente. O edificio é muito bonito e a cidade também. Aconselho a vista e o passeio.

29
Set16

O Outono, a espera e a perda da felicidade

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 O Outono chegou anunciado pelas folhas amarelas, pelo Sol envergonhado e pelo vento que se agitava de manhã. Vestiu as calças que mais gostava, uma camisa branca e uns brincos da mesma cor. Olhou-se ao espelho, passou a escova pelo longo cabelo e sentou-se à espera. Convenceu-se que a felicidade chegaria quando o Outono viesse. Escolheu a roupa cuidadosamente, animou-se  e esperou.

Ao seu redor as árvores vestiam-se de flores, os pássaros dançavam, a neve vestia a janela de branco, tal qual uma noiva e ela nada via ou sentia.  Sentada,esperava e perdia, todos os dias perdia.

A espera durou vários anos sem que ela se movesse ou trocasse de roupa. Chegou um tempo em que se apercebeu de que já não conseguia mexer-se e tudo em si estava transformado. Olhou ao redor e não lhe ocorreu a razão porque tinha estado tanto tempo ali. Tentou levantar-se para observar uma joaninha que pousara no parapeito, mas não conseguiu, empenhou-se em sentir se era noite ou dia, mas era tudo tão igual que não percebia a diferença.

Um dia, daqueles dia em que no céu se arrumam as cadeiras, ela caiu no chão: a espera tinha acabado. Era Inverno, e ela tinha perdido a felicidade, sem nunca perceber que a tinha encontrado...

28
Set16

Hoje apetece-me... falar de um livro

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 Esta semana em conversa com um amigo sobre a minha  recente descoberta literária, ele perguntou-me o que têm os livros  para eu os ler em dois dias. Pensei bastante acerca disto e penso que a principal razão é todos nós termos, de uma forma, ou de outra, histórias parecidas e identificamo-nos bastante com as personagens.

Relativamente ao conteúdo não é um livro que possamos dizer que é muito rico, mas há jogos psicológicos que me agradam muitíssimo, leituras de alma de personagens que me fascinam. Em suma: estou a começar a leitura do terceiro e aconselho, uma vez mais, a leitura deste autor(a).

27
Set16

Orfeu e o Amor

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Fechei os olhos e consegui ver, claramente, que Orfeu estava sentado a um canto da sala de baile e as suas mãos afagavam a lira que o Deus Apolo lhe tinha oferecido. Havia uma envolvência intensa entre as mãos e a lira de tal maneira que parecia que a lira e Orfeu eram apenas um. Eu conhecia Orfeu há muitos anos e sabia que todos os que o ouviam ficavam extasiados com o som da sua música e da sua poesia. Ele não era um poeta ele era, o Poeta! As árvores vergavam-se para o ouvir, os animais selvagens paravam e sentiam que a doçura os envolvia.

No entanto; o coração, a música, a poesia e o ser de Orfeu era de Eurídice, parecia-me que tinha sido desde o início dos tempos. Lembrava-me do seu casamento e de como os sons se misturavam com o amor. Tinha ficado enternecida quando Orfeu, perante todos, disse a Eurícide, que não tinha muito para lhe dar, mas que podia contar consigo para além da vida.

No dia em em que Eurícide foi picada; por uma cobra, no meio da floresta e morreu, Orfeu abraçou-me com força e sussurrou-me que tinha de ir ter com ela. Tremi e não duvidei que assim fosse. Ouvi a sua lira, uma vez mais, e percebi que tentava convencer Hades a ir ao mundo dos mortos para resgatar a sua amada. Ninguém resistia à sua música e às suas palavras e com  Hades não foi diferente. Deixou-o ir e uma viagem que se previa de ida e volta, tornou-se definitiva porque ele não resistiu e olhou para trás(coisa que o rei Hades, tinha proibido.)

Orfeu ficou para sempre com Eurícide. Hoje fechei os olhos e ouvi uma lira que cantava o amor...

26
Set16

Uma carta, uma decisão

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A sala era grande e ampla, com paredes de pedra grossa e rugosa. Ela estava sentada junto a uma mesa no centro com os braços caídos, sem vida, e os olhos fixos num envelope branco abandonado na mesa. O papel era brilhante e nas pontas adivinhavam-se duas pequenas dobras. Tinha medo de lhe pegar, pensou. Pressentia que a abertura daquele cofre de papel soltasse um mundo de emoções que a deixariam perdida. Olhou uma vez mais e aproximou os olhos como se tentasse ler o que estava lá dentro, sem abrir. Talvez assim a dor  fosse menor, desta forma não se comprometia e podia fingir que não sabia, porque ela nunca o tinha aberto e viveria na esperança de que o que lia, não podia ser verdade porque estava atrás de um envelope que estava fechado.

Mas não conseguia ver nada e apesar de hesitante pegou no envelope e passou com os dedos nas extremidades, sentiu o papel macio, um cheiro doce convenceu-se de que aquele cheiro não podia  envolver coisas más, não seria possível.  Continuava a debater-se entre uma decisão de arriscar ou não arriscar , entre a decisão de saber e de rasgar o peito, ou de manter-se quieta, sem emoções e sem feridas.

Passaram dias e ela não conseguia decidir-se.

Um dia,sem pensar, abriu o envelope e alisou a folha que lá dentro habitava. Viu claramente, que ali passeava apenas uma frase.Tentou lê-la, perceber-lhe o sentido, mas não era capaz. Os olhos não conseguiam ler, e sem isso não havia pensamento. Fechou um olho e depois outro e sentiu, entre os dedos, o papel, e as letras escritas, conseguiu finalmente ler. Juntou as palavras com os dedos e foi percebendo a frase :- A Vida renova-se cada vez que se toma uma decisão e se abre um envelope. Não abrir é morrer!

Conservou a carta junto ao peito, veio sentar-se no alpendre onde o pôr- do- sol deixava as suas cores.

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