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Fashion in the bag

Fashion in the bag

29
Jun17

Os sapatos e os significados...

fashion

 

 

Livrou-se dos sapatos mal entrou em casa. E eles ficaram quietos e arrumados a um canto. Há minutos atrás calcorrearam as calçadas empedradas e cheias de gente, deambularam entre as árvores e as flores que se escondem nos jardins.

Agora são apenas mais uma das muitas coisas que existem lá por casa. Sentou-se no sofá branco e confortável e pensou em sapatos. Os primeiros que se lembrava eram azuis, comprados em Espanha. Na época tudo era mais barato lá, e a diversidade era maior. Ficou encantada com eles, eram pequenos e faziam lembrar os sapatos dos marinheiros. O pai comprou-lhos e contou-lhe histórias do mar.

Duraram pouco.Não sabia se tinha sido muito uso ou pouca qualidade.

Depois lembrava-se dos sapatos da comunhão, de um ou de outro casamento e pouco mais. A partir daí os sapatos tornaram-se coisas, como muitas das (coisas) que outrora tiveram um significado diverso. Não sabia se hoje as coisas tinham apenas utilidade, mas em poucas via mais do que a sua função. Pegou cuidadosamente nos sapatos, procurou outros e tentou lembrar-se da história de cada um que era,no fundo, um pouco da sua história...

27
Jun17

Os segredos...

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 (imagem retirada da net)

 

Vi um filme interessante em que numa das cenas dava conta de uma história antiga, penso que passada no Japão. Nessa relato as pessoas quando tinham um segredo subiam ao cimo de um monte procuravam uma árvore que tivesse um buraco, aproximavam-se e contavam para a árvore o seu segredo. Quando acabavam procuravam lama e tapavam o buraco da árvore.

Nesse momento deixavam de ser detentores do segredo e passavam a confiá-lo à árvore que, a  partir daí se tornava dona do conhecimento. Como o buraco estava tapado nunca as palavras podiam espalhar-se e assim se salvaria aquele saber.

Pensei nisto porque hoje vivemos num mundo escancarado onde não há segredos e não se tapam buracos. Parece-me até que a pessoas tiram a lama e anima-se pelo facto de contarem, aos quatro ventos, coisas incontáveis. Suprimem-se os segredos, abrem-se as bocas e perde-se o que é essencial.

Contar um segredo é um exercício profundo, guardá-lo é sinónimo de nobreza e grandeza da alma, que não está ao alcance de todos.

 

26
Jun17

A genialidade...

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 (imagem retirada da net)

 

Vi há dias uma série sobre a vida de Einstein e quando gosto do que vejo tenho sempre curiosidade em pesquisar até esgotar o assunto. Neste caso fiquei a saber que muita da genialidade de Einstein se deveu à primeira mulher Mileva Marić. Ao que parece ela era uma matemática brilhante, à época, e alguns dos trabalhos que Einstein publicou, no início foram obra dela.

O assunto não é novo, mas fico sempre angustiada quando alguém se serve do trabalho dos outros para subir. Piora ainda mais quando há sentimentos envolvidos.Todas as pessoas deviam ter a possibilidade de construir o seu caminho sem precisarem de usurpar as ideias dos outros. Podemos tentar desculpar evocando a ideia de que eram outros tempos, mas a verdade é que continuo a acreditar que, infelizmente, isto continua a acontecer nos dias de hoje.

Será que os génios seriam génios sem o apoio e muitas vezes sem as ideias de outros?

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