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Fashion in the bag

Fashion in the bag

05
Set17

Livro... Uma casa de bonecas

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 Ibsen é um dramaturgo norueguês e são várias as peças de teatro,sobretudo teatro realista que tem escritas. Neste caso a escolha recaiu sobre "Uma casa de bonecas" e "O Pato Selvagem". Em ambos os casos a escrita é fluída e as histórias encerram reflexões sobre temas pertinentes. No primeiro caso é retratado o papel da mulher, a submissão à família, ao marido e a sua (necessária) emancipação. O segundo caso, mais complexo, aborda a questão da felicidade, da verdade, da mentira e das consequências que pode ter o peso de desvendar a verdade.

São histórias que se lêem rapidamente, mas que nos fazem reflectir, profundamente, sobre várias questões da vida humana.

31
Ago17

Livro....O Príncipe de Maquiavel

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  Quanto mais o tempo passa mais me convenço que cada livro deve ser lido numa determinada idade. É o caso deste. Penso que o li a primeira vez devia ter uns dezassete ou dezoito. Na altura nada fazia grande sentido e para mim era confuso apesar de gostar muito de História perceber exactamente as estratégias para conquista de cidades e os meandros da mesma. Este ano estou interessada em perceber as relações de poder ao longo da História e voltei a Maquiavel. Gostei de ler, fiquei com uma ideia clara sobre o que entende Maquiavel por poder, acima de tudo percebi que o sentido dado pelas pessoas às chamadas "ideias maquiavélicas", nada tem a ver com as ideias de Maquiavel. Na realidade o livro reúne um conjunto de conselhos e de ideias para uma boa governação e um bem sucedido exercício político. Importante para um político é a virtude, a fortuna, a compreensão, a astúcia e ferocidade.

 Este livro é uma dádiva de Maquiavel a Lourenço de Médicis e dá-nos um importante repertório de personalidade marcantes na história(sobretudo italiana). Fiz uma lista dos que consegui encontrar. Se já alguém leu e se descobriram mais, digam :) .

Rei Luís

Moisés

Ciro

Rómulo

Teseu

Frei Jerónimo Savonarola

Hieron

Francisco Sforza

César Bórgia

Alexandre VI

Ramiro

Agátocles

Amílcar(cartaginês)

Oliveroto de Fermo

João Fogliani

Carlos Vitelli

Vitellozzo

Nabis(rei de Esparta)

Sisto V (Papa)

Papa Júlio II

Papa Leão X

Carlos VIII

Epaminondas

Filipe da Macedónia

Rainha Joana de Nápoles

João Acuto

Carlos Vitteli

Bartolomeu de Bérgamo

Roberto de São Severino

Conde de Pitigliano

Luís XII

Júlio II

Filopemen(princípe dos aqueus)

Alexandre Magno

Aquiles

Cipião

D.Fernando V

Nábis(espartano)

Aníbal Bentivoglio

João Bentivoglio

Marco Aurélio

Cómodo

Pertinax,

Julião

Severo

António Caracalla

Macrino

Heliogábalo

Maximino

Condessa de Forli

Nicolau Vitelli

Antíoco

António de Venafro

Pandolfo Petrucci

Dom Luca

 

 

 

 

 

28
Ago17

Pedras...

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Imaginou vezes sem conta o que lhe diria, ensaiou diferentes respostas.Nessa altura sentia-se forte e com a certeza que desta vez não a enganariam. Repetia o que dizer, a forma como ia pousar as mãos, a posição dos pés e convenceu-se de que não haveria falhas.

Andou muito a pé e quando se cansou sentou-se numa pedra rugosa e cinzenta.Olhou para ela sentiu-lhe a textura percebeu que as pedras, as pesadas enterram, sem enterrar tudo o que vive por baixo delas. Imaginou palavras a escaparem ao peso da pedra, viu imagens a voarem, percebeu os sentimentos que o peso das pedras não cala. Levantou-se, olhou para o céu, sentou-se de novo.

Estava inquieta e tudo o que, momentos antes, lhe saía com fluidez agora estava confuso e sem sentido. Ele tinha esse poder nela. Desde pequena que assim era.

Conheceu-o desde sempre, sem o conhecer. Amou-o como uma irmã ama o seu irmão, mas as pedras estiveram sempre entre eles. Ela porque se recusava a aceita-las e as deixar que lhe pesassem nas costas, ele porque queria abafar a sua luz. Viveram assim por anos, em vidas de faz de conta. Um dia  apercebeu-se que as pedras maiores era as que ela carregava no coração, nesse dia, nesse mesmo dia, alguém morreu sem, contudo deixar de existir.

21
Ago17

A verdade por detrás dos incêndios

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Não é a primeira vez que falo sobre este tema que é, também, motivo de preocupação e discussão em muitos dos blogues que sigo. Desta vez faço-o com conhecimento de como as coisas se processam no que à prevenção diz respeito.

Facto: A minha família tem uma pequena quinta rodeada por pinheiros e carvalhos inserida numa enorme mancha florestal. Ao redor cresce muito mato e alguns pinheiros(enormes) ameaçam cair para o telhado da casa.

Atitude:Falei com o vizinho há alguns anos. Riu-se e nada fez.

Resultado: O mato cresceu ainda mais sendo neste momento um local potencialmente perigoso e onde o risco de incêndio cresce a cada dia que passa.

 

1- Há dois meses liguei e enviei um correio electrónico para a Câmara e gabinete da protecção civil e expus o caso.

2- Um mês depois volto a insistir e o responsável diz-me que estão com falta de meios e que ainda não tinha conseguido responder-me, que o faria no final da semana.

3- Duas semanas depois ninguém me diz nada. Volto a insistir e o responsável, chateado, diz-me que está a fazer inventário de incêndios que não tem meios e que responde quando puder.

4-  Eu pergunto-lhe, também chateada, se é mais importante fazer inventário do que já ardeu ou prevenir o que poderá arder.

5- Acalmou e ligou-me uma semana depois. Disse-me que na realidade o melhor era ligar para a GNR floresta que eles são rápidos e que a câmara (protecção civil) é mais lenta e não tão eficaz. Ajudou-me a fazer a exposição e ficou com a consciência tranquila porque passou para outros.

6- Faço a exposição ao Sepna(GNR) e passado uma semana não obtenho resposta(aparentemente não receberam a minha exposição). Ligo para a linha de apoio, mas durante quatro horas o número está impedido. Insisto e consigo falar. Dizem-me o mesmo da câmara. Têm poucos meios, mas que vai já enviar para a GNR local.

7- Passados quatro dias a GNR vem a minha casa e pede-me para ver o sítio.

8- Quando estamos quase a chegar,( perto de caminhos onde só se vê mata e silvas, onde quase não se passa), perguntam-me: Mas há casas aí? Sim, respondi.  Caso não haja não podemos fazer nada, disseram eles. Como? Pergunto. Mas isto está cheio de silvas e mato e está assim porque ninguém limpa. Se começar a arder ninguém consegue chegar lá porque não se passa nos caminhos. Só podemos actuar(adoro quando eles utilizam esta palavra) se existirem casas e numa extensão de cinquenta metros ao redor das casas.

9- Chegados lá dizem-me que só podem mesmo notificar o proprietário relativamente aos 50 metros em redor da casa. Os pinheiros altos que estão em risco de caírem para cima da habitação e de partir o telhado, tem se ser com a protecção civil e com a câmara.

11- A notificação só produzirá efeitos em Maio porque até final do Verão, ninguém pode cortar nada.

10- Digo-lhe que já tinha falado com a protecção civil e que me encaminharam para a Sepna. Respondem-me que tem mesmo de ser com eles. GNR só trata do mato ao redor das casas. Mas os fogos só começam ao redor das casas?

11- Volto a enviar e-mail para  a protecção civil. A única pessoa que trata do caso está de férias até ao final de Agosto. Vou ter de esperar. Desejo que os incêndios não cheguem lá e que os pinheiros não caiam. É fazer figas...

Conclusão: As pessoas são prestáveis e diligentes e lutam também elas contra as políticas erradas, mas pouco podem fazer. Não há meios, as leis estão erradas e desactualizadas e tudo parece uma grande trapalhada. Não me parece ser difícil delinear um plano, obrigar as pessoas a limpar e quando estas por serem velhas ou incapazes não puderem serem as câmaras e as juntas a faze-lo. Enquanto isso vamos todos fazendo figas para não sermos os próximos a cair nas tristes malhas das chamas. Admiro-me, sinceramente, é por não termos mais incêndios.

 

 

14
Ago17

As árvores em luta com o vento

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Arrastou os pés pelo chão junto à porta da cozinha. Parou como quem procura algo sem saber. Os dias dela pautavam-se por lutas onde as armas não se viam. Os seus dias, os dias dela, eram preenchidos por procuras inquietantes, em caminhos que muitas vezes desembocavam no nada. Estava em guerra, com ela, com o mundo, com aqueles a quem ela jurara fidelidade e dedicação. Nesta luta havia mortes e para ela sobreviver tinha de matar. Não se tratavam, contudo de mortes físicas e as armas eram interiores, mas nem por isso deixavam de ser mortais. Estava pior, pensou. Não, não estava, voltou a pensar. Acabara o mundo de faz de conta, onde as pessoas não eram como ela as imaginava, acabara a ilusão que lhe roubava a lucidez. Via claro, agora, como se de repente lhe tivessem devolvido a visão que a vida lhe tinha saqueado. A transparência trazia-lhe, consequentemente, a dor e era essa que seria a sua companheira até que um dia a memória se tornasse difusa, de tal forma que não soubesse distinguir o real do que era. Pegou num copo de água e olhou para a serra que se estendia para lá da janela.Viu o verde emaranhado pelo vento que soprava, sentiu a calma da solidão.

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