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Fashion in the bag

Fashion in the bag

26
Jan16

Sermos pais dos nossos pais...

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Li há uns tempos que nós não estamos preparados para sermos pais, dos nossos pais. De facto assim é.

Temos uma espécie de programação que nos habitua, desde cedo, a ter alguém que cuide de nós, que se preocupe com as nossas coisas, mas o inverso nem sempre é fácil e cria, até, uma certa confusão.

Compreender e aceitar que temos de ser nós a assumir o papel de pais dos nossos pais é um murro no estômago, é perder o chão e deixar de ter o porto de abrigo que sempre nos norteou.

Passar a ser o cuidador é uma tarefa tão árdua que, por vezes, só na solidão da noite, encontramos o conforto que o dia-a-dia nos rouba por ser tão exigente e desconcertante.

Olhamos para trás e percebemos que o tempo de sermos filhos terminou. Agora temos mesmo de retribuir o amor que recebemos e continuar a caminhar...

24
Jan16

saudades

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Dizia Pablo Neruda que: Saudade é amar um passado que ainda não passou. É recusar o presente que nos magoa. É não ver o futuro que nos convida...

 

Por muito que se tente explicar em que consiste o sentimento da saudade é sempre uma tarefa árdua levar para diante tal empreitada. Antes de mais, sentir saudades, é sentir uma falta que não é mensurável ou quantificável.

A falta remete para incompletude e carência. É, como diz Neruda,  amar um passado que é presente porque nunca deixamos que passe.

A saudade não fica fechada, apenas no reduto dos afectos e das pessoas. Quantas vezes não há um lugar que nos acalma, uma voz que nos serena e um cheiro que nos dá razão para seguir em frente. Ter saudades é dos sentimentos mais profundos e nobres que um ser humano experimenta. Só sente saudades quem ama. A saudade só se extingue com a presença daquilo que nos falta, mas esta falta não tem nada de racional.A saudade é a memória que vive no coração.

 

21
Jan16

Chuva

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A chuva, também o nevoeiro, são dois estados de tempo que me transportam, quase automaticamente, para um universo de mistério e secretismo.  As brumas não são claras e tudo é visto num prisma de lusco-fusco.

Esta visão é a que potencia a reflexão interior e a descoberta do que, por vezes, «às claras» não conseguimos encontrar.

Já me aconteceu cantar à chuva,( estava no meio da rua) e correr à chuva com prazer. A chuva desperta em mim o desejo de aconchego mas também de libertação, uma espécie de lavagem da alma que não é possivel ser feita num dia de sol. Com o sol renovam-se e colhem-se novas energias com a chuva purgamos aquilo que de alguma forma estava a mais.

Com a chuva só temos um problema: temos sempre de arejar, ventilar o pensamento e tudo o resto.  O mofo é o pior inimigo do pensamento e da vida. Hoje foi dia de chuva....

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