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Fashion in the bag

Fashion in the bag

28
Mai16

O que é ser normal?

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Devia ter uns 10 ou 12 anos quando li o Fernão Capelo Gaivota. Para quem não conhece esta é a história de uma gaivota que vive num bando e que decide, desde cedo, que quer voar mais que uma gaivota. Todos lhe dizem que não é normal o que ele pensa e aconselham-no a voar apenas como gaivota que é. Antes de mais, não tem um físico que lhe permita voar como outras aves para além disso, não deve aspirar a outras coisas diferentes da das vontades do grupo.Não deve desejar mais do que o Normal. Fernão tentou, durante muito tempo, manter-se dentro do bando, empregou todo o seu esforço para fazer o que os outros queriam mas a sua vontade, e o seu coração, continuavam inquietos. Ele queria voar alto, ele queria experimentar tudo, desejava cruzar os vastos céus e treinar o voo. Um dia foi expulso do bando e ficou sozinho. Não vou contar o final, mas esta história acompanhou-me durante anos e muitas vezes me fez pensar sobre o que é, ou não, a normalidade. Na maior parte dos dias sinto que não sou normal porque não quero as mesmas coisas que os outros e porque os meus desejos são sempre recheados de uma inquietude tremenda. Na outra metade dos dias tento muito e esforço-me por ser "normal" e encaixar-me no bando. Mas há sempre aquele dia em que me pergunto: o que é ser normal, afinal? Ser normal é casar quando os outros acham que devemos casar, ter filhos porque é assim, comprar uma casa e um carro porque fica bem e dá-nos outro estatuto, fazer tudo para sermos elegantes e vestir bem, manter a boca calada a maior parte do tempo porque as verdades que dizemos incomodam muita gente(porque os faz pensar e isso não é normal), não perguntar muito e RESIGNAR-SE. O Fernão Capelo não se resignou, porquê? Seria louco ou lunático?

Vocês são normais?

27
Mai16

Como é que querem ser lembrados?

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Ontem tropecei nesta frase que me fez reflectir, seriamente, sobre como quero ser lembrada. Posso parecer um pouco tétrica, mas a verdade é que gosto de pensar nestes temas porque não só me ajudam a questionar os caminhos que sigo como também me possibilitam, se for o caso, que os corrija. Muitas vezes passamos pela vida a tentar agradar aos outros e à espera que nos colham, tal como as flores, que se sirvam de nós e que, quando já não interessamos, nos tirem as pétalas e nos atirem para o primeiro canto disponível.

Não me refiro só às relações amorosas. Este tipo de destruição(sim porque as pessoas vão sendo destruídas) acontece todos os dias, em toda a parte, com todo o tipo de relações.

Às vezes acontece apenas, porque não somos capazes de dizer que não. A questão é que, para além de sofrermos não vai ser isto que se torna memorável e não é este o caminho para o equilíbrio e para a felicidade.

Quanta beleza há numa pessoa com personalidade, numa pessoa que sabe dizer que não! Alguém que é difícil de encontrar, que embora esteja disponível não se impõe é, sem dúvida, uma pessoa que ganha o respeito e a admiração dos outros. Não é o dizer sim indistintamente que torna a pessoa melhor e memorável. Aquele que não se esquece é o que tem um coração de anjo e a força de um leão. Deixa-se colher, mas nunca, mesmo nunca, permite que o atirem para um canto até que morra interiormente.

26
Mai16

E se vissem o mundo pelos olhos de outra pessoa?

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Quando era pequena deitava-me debaixo de uma enorme figueira, que existia no quintal da casa dos meus pais, fechava os olhos e imaginava que era outra pessoa.

Como se o simples fechar de olhos me desse o poder de mergulhar num outro mundo diferente daquele em que me encontrava. Uma das coisas que me lembro, dessa fase, é que a noção do tempo era completamente diferente da que tenho hoje e parecia que esse mergulho demorava um momento muito longo. De qualquer forma mesmo entrando em outro mundo, continuava a ser o meu mundo e as coisas eram vistas sempre dentro da mesma perspectiva. Este ver é sempre um ver limitado porque não nos acrescenta muito. Bom mesmo é quando somos capazes de ver através dos olhos dos outros. Este exercício não é fácil, diria até que é quase impossível, mas o resultado é similar a uma chegada ao cume de uma montanha e ver tudo do alto.Quando vemos com outros olhos saimos de nós e experienciamos uma espécie de comunhão com o outro que não somos nós. Conseguem ver através de outros olhos? E o que vêm?

25
Mai16

Dilema Moral : Roubavam ou não?

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Dilema moral de Hans Numa cidade da Europa, uma mulher estava gravemente doente. Um medicamento recentemente descoberto por um farmacêutico dessa cidade podia salvar-lhe a vida. A descoberta desse medicamento tinha custado muito dinheiro ao farmacêutico, que agora pedia dez vezes mais por uma pequena porção desse remédio. Henrique, cuja mulher estava a morrer, contactou pessoas conhecidas para lhe emprestarem o dinheiro e, assim, poder comprar o medicamento. Apenas conseguiu juntar metade do dinheiro que o farmacêutico exigia. Foi ter, então, com ele, contou-lhe que a sua mulher estava a morrer e pediu-lhe para lhe vender o medicamento mais barato. Em alternativa, pediu-lhe para o deixar levar o medicamento, pagando mais tarde a metade do dinheiro que ainda lhe faltava. O farmacêutico respondeu que não, que tinha descoberto o medicamento e que queria ganhar dinheiro com a sua descoberta. Henrique, que tinha feito tudo o que era possível para comprar o medicamento, ficou desesperado e decidiu assaltar a farmácia e roubar o medicamento para a sua mulher. Kohlberg, L. “Essays on Moral Development”, 1984 in Lourenço, O. M.,Psicologia do Desenvolvimento Moral, Coimbra, Almedina, 1992, pp. 86-87 (Adaptado)

24
Mai16

O que é ter sorte?

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Durante muitos anos acreditei que, se encontrasse um trevo de quatro folhas iria ter sorte. Era miúda e penso que não era tanto o significado que procurava, mas mais o desafio da descoberta e do encontro com o trevo. 

O trevo simbolizava na altura, penso eu, uma espécie de amuleto envolto num tipo de aura mágica que pode trazer sorte a quem o encontra e possui.

O tempo passou e hoje, enquanto caminhava, vi imensos "gémeos" dos trevos, mas estes apenas com três folhas. Esta imagem fez-me pensar no que é a sorte. 

Uns dirão que ter sorte é ter dinheiro para comprarem tudo o que querem, outros que ter sorte é ter saúde, outros ainda que é ter um bom emprego, posição, serem reconhecidos, admirados... sei lá... tanta coisa.

Eu acredito que ter sorte é muito mais que isto tudo. Ter boa fortuna, quanto a mim, é ter uma espécie de força sem propósito, imprevisível e incontrolável, que modela eventos de forma favorável, ou não, para determinado indivíduo

Na realidade a sorte ou fortuna é algo que não depende de nós, são forças exteriores, são conjugações. É assim que eu entendo a sorte: uma roda em movimento, que é ao mesmo tempo a vida, onde se vão soltando, prendendo ou atando fios e laços. Ter sorte é ter muitos laços, daqueles laços que o Principezinho gosta. Difícil não é ter sorte, difícil não é encontrar o trevo das quatro folhas, complicado mesmo é encontrar pessoas e situações que sejam dignas de permanecer na roda da Fortuna.

 

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