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Fashion in the bag

Fashion in the bag

26
Ago16

Exposição desportos náuticos

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Adoro passear pela baixa de Lisboa. Sendo eu uma "estrangeira" nesta cidade aprendi a gostar de cada canto e a aproveitar, sempre que posso, o que de melhor a cidade oferece.

Neste meu passeio encontrei uma exposição, grátis, sobre a evolução dos desportos náuticos. Não se pode dizer que é uma mostra excelente, mas consegue, com poucos elementos dar-nos uma visão global sobre o que se foi fazendo a nível de "movimentações" no Tejo. Não foi tempo perdido e aconselho, o passeio e a visita à exposição.

25
Ago16

O encontro com a Deusa Diana

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Andava eu nos meus passeios por entre as árvores e vi, ao longe, a Deusa Diana. Aparecia carregada com o seu arco de prata e vi, por baixo dos braços, algumas setas. Encantou-me a sua pequena túnica e o seu aspecto virginal. Fiquei quieta e o som da floresta perpassava-me os ouvidos como pequenas agulhas.

Olhei atentamente e ela que é conhecida como a Deusa da caça, ralhava com os caçadores que tinham capturado um pequeno veado.  Como protectora dos animais selvagens  não permitia que alguém os maltratasse. Viu-me ao longe, sorriu e rapidamente se acercou de mim.

Sentamo-nos numa pequena pedra a comer  algumas umas amoras que por ali tinham crescido. Falou-me dela e contou-me que  é a personificação do espírito feminino de integridade, autoconfiança e de independência que possui imunidade à paixão, permitindo-lhe ser completa sem a presença de um homem. 

Levantou os dedos e disse-me, ainda, que no mundo dos deuses era conhecida por ser uma deusa tríplice, uma vez que era  donzela, mãe e anciã. No pescoço tinha uma lua crescente, símbolo do lado puro, independente e dinâmico. Conversamos algumas horas sobre as outras deusas e ela sorria sempre. Quando a lua apareceu, no céu, deixei de ver Diana, talvez porque ela é a própria lua. Esfreguei os braços e caminhei para casa, Diana voltaria a estar comigo cada vez que a lua crescente, tornasse.

 

 
24
Ago16

Carta ao AVC

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 Caro Avc:

Escrevo-te hoje porque há, mais ou menos, um ano que te conheci. Não fui eu que te vi, mas pedi muitas vezes para que fosse. Seria mais fácil para mim ser eu a encontrar-te e muito mais suportável, se tivesse sido o meu corpo a sentir-te .

Mas o meu conhecimento de ti, veio através da minha mãe. A pessoa mais preocupada e terna que conheço. A pessoa que menos merecia encontrar-te, viu-te de uma forma cruel e desumana.  Quanto a mim, conheci-te da pior maneira. Não marcamos encontro, palavras não houve, nem sequer dei o meu consentimento para que viesses. Apareceste sorrateiramente, como um cobarde, atiraste a minha mãe para o chão e roubaste-nos, a mim e a ela, tantas coisas que é impossível, descreve-las.

Nesse encontro disseste-me, mas eu não ouvi, que o meu papel de filha tinha acabado, que deixaria de ter alguém que me protegia, mas que passaria eu a proteger e a cuidar. Deixei de saber o que era dormir descansada. Eu, que mal sabia cozer um ovo, descobri-me a ler tudo sobre o que era cozinha saudável e alimentos que fizessem bem ao cérebro. Ouvi várias vezes a pergunta se trabalhava na área da saúde porque, às tantas, até os termos médicos da doença e especificidades eu sabia.

Deixei de ter tempo para os amigos e aí descobri que os verdadeiros eram poucos. A brincadeira tinha acabado, e quando as coisas se tornam duras e difíceis poucos são os que se mantêm.  Fizeste-me repensar na minha vida, pensar que o trabalho(onde eu dava tudo de mim) era tão insignificante comparado com o que estava a viver que tinha de ser reduzido.

Há um ano ouvi que nunca mais iria ver a minha mãe a andar e muito menos ve-la atarefada, nas suas coisas. Que não iria mais ajudar os filhos, nem preocupar-se se tinham comido, ou não, se estavam cansados ou tristes.

Mas sabes descobri outras coisas também, que te agradeço. Sou melhor filha, melhor pessoa e apesar de muito dura, esta caminhada, estou cá, ela também, e estamos juntas.

As suas pernas estão cada vez mais fortes, querem é mexer-se e a mão... a mão fez-me hoje, pela primeira vez, a festa mais suave que já alguma vez senti. 

Queria só dizer-te que não considero a tua visita uma derrota e não acho que venceste! Não tenho uma mãe igual ao que tinha, mas ela cá continua a resmungar e a refilar e, sobretudo, a Amar. A minha vida está diferente, mas talvez eu precisasse dessa diferença.

Não posso dizer que foi um prazer conhecer-te, mas aceito esse encontro( mantém-te bem longe,de qualquer forma)!

 

Agradeço, sinceramente, que não voltes mais.

Adeus e até nunca!

 

 

 

23
Ago16

As palavras andam por aí...

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Enrolou o papel pela décima vez. Não conseguia escrever o que queria e o que sentia teimosamente não saltava para o papel. Talvez o que tivesse a dizer não fosse passível de ser colocado num papel branco e encerrado dentro de um envelope. Talvez tivesse de falar, mas não tinha tempo e as palavras teimavam em prender-se-lhe na garganta.

Arrumou a cadeira, levantou-se e caminhou pela floresta. Naquele dia os pinheiros cobriam o céu e os castanheiros teimavam em enviar um dos seus ouriços como presente. Imperava um silêncio perturbante, daqueles só percebidos quando nós próprios estamos imersos em outro maior que o que vive à nossa volta. Agarrou num pequeno galho, de giesta, e à medida que andava torcia-o entre os dedos. Andava e andava e sentia por baixo dos pés as folhas e os ramos a estalarem. Sentiu uma estranha sensação de paz e solidão. Absorveu tudo, com os olhos, com as mãos... tudo era seu por um instante, porque tudo é nosso quando respiramos, intensamente, o que nos envolve.

O vento começou a girar e as folhas rodopiaram como num grande baile. A porta abriu-se, as folhas de papel enroladas varreram o chão e entraram no baile das outras folhas da árvore. As palavras por lá escritas, deambulavam por todo o lado. Queria prende-las, mas não conseguiu. As palavras escritas, vezes sem conta no papel, estavam soltas, encontraram eco no silêncio, viveram no vento e entre as árvores. As palavras são vento e areia, são lágrimas e sorrisos e uma vez escritas, encontram em quem as escuta, a sua habitação protectora. As palavras andam por aí...

22
Ago16

As Rãs..

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 Já aqui tinha falado sobre este livro, mas só ontem conclui. É uma comédia grega que trata, a brincar, de temas como a paz, a poesia e a amizade. Uma viagem do Deus Dionísio à terra dos mortos para resgatar o seu poeta preferido, que tinha morrido há pouco tempo. O livro tem momentos muito divertidos e em alguns pontos lembrei-me do nosso Gil Vicente. Vale a pena a leitura.

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