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Fashion in the bag

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04
Nov16

Visitar o museu do Aljube

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 Em conversa, aqui no blogue, voltou a vontade de visitar este museu onde tinha estado há muito tempo.  Para além da deslumbrante vista que temos sobre o Tejo,da envolvência dos monumentos históricos  este museu faz-nos transpor os limites do tempo e recuar à época em que o medo imperava e que até o respirar era motivo para se ser preso. A palavra Aljube significa poço sem água, masmorra ou prisão. De facto, este museu foi sempre uma prisão e seria, para quem por lá passou, um enorme poço. Podemos ver ainda as celas e até o telefone que toca para denunciar quem incomoda. Gostei muito de revisitar e aconselho o passeio. Se conseguirem aproveitem as visitas guiadas.

 

03
Nov16

A mãe... um livro...

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Russo, jeitoso(a acreditar nas fotos que circulam na net) escreveu um dos livros que mais me enterneceram.

Gorki escreveu a Mãe em 1907 e é, para mim, uma das mais brilhantes estórias de revolta, mas simultaneamente de esperança. Tudo estava mal: a pobreza, a imundice, a fome.

Um grupo de jovens, no qual se destaca Pavel, decidem revoltar-se contra essas condições. Até aqui nada de novo, não fosse o facto de existir por detrás destes jovens, a mãe de Pavel que é, segundo creio, a personificação da força, da luta, do ser paciente e da presença constante na vida do filho.

Pelágia sente-se a mãe de todos os revolucionários, a mãe da revolução. Neste aspecto, Gorki estabelece um curioso paralelismo entre o amor maternal e uma espécie de amor universal que comanda a mente e a acção destes revolucionários; uma espécie de “amor ao próximo”.
 
O que torna Pelágia uma grande mãe é todo o percurso que é contado no livro e que faz, desta obra, uma das mais interessantes que li. Recomendo, recomendo!!!
02
Nov16

Da manta de retalhos à vida...

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Sentia-se cansada, entrou em casa e começou a tirar os pequenos pedaços de tecido que lhe tinham oferecido, no dia anterior. Ninguém gostava de pedaços de pano. Os tecidos eram completos e era difícil entender que vários pedaços podiam fazer um tecido enorme.Tirou, um por um, e olhou-os demoradamente: uns eram azuis, outros com flores, com pássaros, com paisagens, escuros, claros... um corredor enorme de cores desfilava diante dos seus olhos. Cada vez que os pequenos pedaços passavam, ela via estórias, algumas alegres e leves, outras pesadas e tristes, umas duravam até hoje, outras ficaram pelo caminho e foram empurradas pelo vento. As mãos delicadas pegaram numa pequena agulha e faziam passar a linha pelo tecido, devagarinho, sem interrupções e com um método que maravilhava. Continuou, com este dedilhado, apalpando as horas que se imiscuíam entre os tecidos. Estava sentada, numa pequena cadeira de verga, que chiava a cada movimento que fazia, e na testa uma pequena ruga instalara-se bem no centro.

Depois desta dança de agulha e tecidos conseguia ver-se que surgia, entre os dedos, uma enorme manta colorida. Nesta manta estavam reunidos todos os momentos que ela vivera, ela via-os claramente, eles bailava-lhe nos olhos. A linha tinha unido as lágrimas e os sorrisos, as noites em claro e os sonhos que nasciam. A manta era a sua vida.

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