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Fashion in the bag

Fashion in the bag

26
Dez16

O céu numa lata

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 Acordou cedo, com uma ansiedade própria de quem tinha algo importante para fazer. Correu pelas escadas, caminhou pela rua, ainda deserta, e entrou no beco onde ficava a casa da tia de Maria. Era um beco iluminado onde todas as casas tinham pequenas flores azuis nos parapeitos das janelas.

Sempre que a amiga ficava na aldeia era em casa da tia que Maria, ficava. Ela gostava de Maria desde que eram pequenas e nem o facto da amiga ter ido viver para a cidade fez com que se afastassem ou gostassem menos uma da outra.

Bateu levemente e foi a tia que abriu a porta, com ar choroso e triste. Estranhou encontrar a tia de Maria com aquele semblante. Desde que se lembrava ela era alegre e descontraída e muitas vezes acompanhava-as nas risadas e nos passeios. Acompanhou-a para a sala onde Maria se encontrava e não disse uma palavra. Viu a amiga, na penumbra, com rosto magro e com uma expressão muito  abatida. Abraçou-a longamente e , Maria,começou a chorar. Contou-lhe que tinha uma doença rara, que nunca mais poderia ver luz e que os pais tinham decidido que o melhor seria ficar durante uns tempos com a tia, porque tudo ali era mais sossegado.

Ficou quieta, sem falar, com mil coisas a caminharem no seu pensamento. Quis saber tudo, perguntou várias vezes se havia cura e Maria, repetidamente, respondia que não. A partir desse momento em que a amiga lhe contou o seu destino(um fado sem luz, confinado às paredes de uma casa) ela voltava todos os dias e todos os dias tentava que Maria sorrisse. Maria abraçava-a sempre e era, para ela, o melhor momento do dia aquele em que a amiga a visitava.

Um dia, depois de uma luta de cocegas, que as levou ao riso a amiga perguntou a Maria o que é que ela mais desejava. Maria, sorriu, e respondeu-lhe: - Podes apanhar o azul do céu e trazeres-me? (piscou-lhe o olho).

A amiga ficou pensativa, não dormiu nessa noite a pensar no desejo de Maria, mas no dia seguinte subiu a um pequeno monte e pediu ao céu que entrasse dentro de uma lata porque a amiga precisava dele para melhorar.

O céu vaidoso, mas cândido entrou na pequena lata que ela lhe oferecia. Ficou quieto e deixou-se estar enroladinho até que a tampa se soltou e ele viu os olhos mais bonitos que existiam. Nesses olhos viviam os sonhos de uma menina que queria crescer e da amiga que nunca desistiu de querer apanhar o céu para lhe dar.

24
Dez16

O Holy Night

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O Holy Night! The stars are brightly shining

It is the night of the dear Saviour's birth

Long lay the world in sin and error pining

Till He appeared and the Spirit felt its worth

A thrill of hope the weary world rejoices

For yonder breaks a new and glorious morn

Fall on your knees! Oh, hear the angel voices!

O night divine, the night when Christ was born

O night, O Holy Night, O night divine!

O night, O Holy Night, O night divine!


Led by the light of faith serenely beaming

With glowing hearts by His cradle we stand

O'er the world a star is sweetly gleaming

Now come the wisemen from out of the Orient land

The King of kings lay thus lowly manger

In all our trials

born to be our friends

He knows our need

our weakness is no stranger

Behold your King! Before him lowly bend!

Behold your King! Before him lowly bend!


Truly He taught us to love one another

His law is love and His gospel is peace

Chains he shall break, for the slave is our brother

And in his name all oppression shall cease

Sweet hymns of joy in grateful chorus raise we

With all our hearts we praise His holy name

Christ is the Lord! Then ever, ever praise we

His power and glory ever more proclaim!

His power and glory ever more proclaim!

 

 

23
Dez16

Aladino e o Natal

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Encontrei o Aladino, por estes dias, a viajar no seu tapete.

O tapete como sabem permite voar, sonhar e visitar todos os lugares que desejarmos. Para além disso, o Aladino tem, também, uma lamparina mágica que concede três desejos.

Ele entregou-me a lamparina e lembrou-me que tinha três desejos que a lamparina iria realizar.

Pus-me a pensar no blogue e nas "pessoas" que passaram a fazer parte do meu dia. Com quem partilho estórias, pedaços de vida, risadas e pensei que todos mereciam desejos. Sendo assim, porque é Natal, porque eu não consigo desejar sozinha e porque já são muito importantes para mim desafio-vos, a fecharem os olhos e a dizerem -me quais são os vossos três desejos, para que possa envia-los ao Aladino.

Obrigada pelo carinho, amizade e por tudo o que fomos partilhando ao longo destes meses.

P.S. Os que eu não mencionei considerem-se também incluidos e enviem os vossos desejos.

 

Malik

Sónia

http://ohomemdosonho.blogs.sapo.pt/

Chic

Dária

Carlos

Melhor

Paciente

Maria

Corvo

Maria Flor

Desconhecida

Ana

Sol

Francisco

Rute

Poeta

edmund

sol

Pap

Marta

E.

 

22
Dez16

Quando um homem quiser..

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Tu que dormes à noite na calçada do relento
numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
és meu irmão, amigo, és meu irmão

E tu que dormes só o pesadelo do ciúme
numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
e sofres o Natal da solidão sem um queixume
és meu irmão, amigo, és meu irmão

Natal é em Dezembro
mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
é quando um homem quiser
Natal é quando nasce
uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto
que há no ventre da mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
tu que inventas bonecas e comboios de luar
e mentes ao teu filho por não os poderes comprar
és meu irmão, amigo, és meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
és meu irmão, amigo, és meu irmão

Ary dos Santos, in 'As Palavras das Cantigas'

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