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Fashion in the bag

Fashion in the bag

23
Jun17

A imaginação ou a realidade

fashion

 (imagem retirada da net)

 

Pegou na mala castanha e colocou-a ao ombro. Colocou um pé fora de casa, mas ao mesmo tempo que o fez sentiu vontade de voltar atrás. Não o fez e continuou a caminhar pelas escadas de pedra. O gato preto espreguiçava-se no parapeito da janela azul e ela parou um momento para o contemplar. Custava-lhe que as coisas que gostava tivessem mudado. Perguntava-se se alguma vez elas teriam existido como ela imaginava que tinham existido. Dentro de si vivia a dúvida constante sobre se ela via as coisas e as pessoas como de facto eram ou como ela as imaginava. Suspirou e continuou a afagar com os sapatos azuis a escada de pedra.

Estava calor, tirou o casaco e viu o seu reflexo no carro que estava parado. Estava elegante, mas os olhos encovados denunciavam cansaço, sobretudo desilusão. Abriu a porta e o rugido do motor desperto-a para a constatação de que tudo mudava a velocidade avassaladora. O agora já passou e o futuro é presente. Ligou o radio e ouviu com atenção as músicas que gostava. Estava a caminho, sempre a caminho...

20
Jun17

Há sempre solução...

fashion

 

 

«Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-as.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!»


Silvana Duboc

19
Jun17

As moiras do destino

fashion

 

 

Remotamente ouve-se as vozes das lembranças que ecoam longínqua mente. Sabemos, sabemos sempre que uma vez que as moiras cortam o fio nos resta apenas as imagens esbatidas, as vozes afastadas e os sentimentos, apenas esses se adensam. Chorei por todas as pessoas que perderam a vida, este fim-de-semana, mas sobretudo pelas que ficaram e têm de se reconstruir e encontrar forças para começar outra vez sem aquilo e sem aqueles que as norteavam.Perder é difícil, mas ficar sem quem amamos é atroz. É nestes momentos que questiono a finalidade da vida, as crenças, a razão do sofrimento. A minha vontade era ir ao encontro daqueles que precisam e ajuda-los a todos...

08
Jun17

Murros...

fashion

 

 

 

Li algures que um poema é um murro no estômago e que provoca duas coisas. A primeira faz-te acordar e a segunda é que a dor e o abanão fazem cair a máscara que usamos. Tenho pensado nisto. Quantos murros levamos nós no estômago durante a vida? Talvez menos do que precisamos, talvez demasiados. Uma coisa tenho a certeza, um murro muda sempre algo em quem o sente.

Será possível viver sem murros?

07
Jun17

Esta parte nunca mais a vou perder...

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                                                                      (imagem retirada da net)

 

Há dias um amigo contou-me que tinha feito o caminho de Santiago. Muitos kilómetros, a pé, sozinho, deixando para trás os filhos e a família. Não é muito vulgar ouvirmos histórias destas e tentei perceber porque o fez. Percebi que estava numa situação de exaustão, causada pelo trabalho e por uma vida familiar apesar de feliz, muito cansativa. Perdeu-se - disse-me. Já não sabia onde estava ele, no meio daquilo tudo. Sentia-se uma peça, numa máquina. Quis perceber em que ponto estava consigo. Disse-me que se zangou com ele durante uma boa parte do percurso. Que pensou em todas as coisas que tinha perdido e que a dada altura( já a chegar ao fim) lhe apeteceu repetir de novo o caminho como se de uma penitência de tratasse,não o fez porque percebeu no meio do silêncio e de um lugar que não conhecia que a maior perda tinha sido a sua.

Ele havia perdido a sua essência, os seus sonhos e vivia o que os outros esperavam dele.

Contou-me que ficou em albergues, com estranhos, que descobriu o gosto por se levantar cedo, que perto de quem o não conhecia descobriu que gostava de rir e dizer piadas. Não voltei todo: -disse-me  ele. Uma parte de mim ficou lá. Aquela parte zangada e anulada vagueia pelos caminhos à espera de perdões. Voltou o que eu consegui salvar, confessou-me. Mas esta parte regenerada nunca mais a vou perder...

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