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Fashion in the bag

Fashion in the bag

06
Jun17

Do pão quente à Etelvina guerreira

fashion

(imagem retirada da net)

Olhou para todas as lojas na esperança de encontrar uma padaria. Apetecia-lhe o cheiro do pão quente. Talvez porque o cheiro a levava de volta à infância e às festas em casa. À azafama da mãe, às cores, e ao cheiro. Sim ao cheiro, porque todos os momentos que ela cravou em si tinham cheiro.  Subiu as escadas, virou à esquerda, tentou ler a lista de nomes, até que encontrou o supermercado. Não era uma padaria, pensou, mas certamente encontraria pão quente. Passou por vários corredores até que encontrou a desejada iguaria. Sentiu o calor nas mãos, encostou-o às narinas e seguiu para a caixa.

Duas caixas, duas filas e várias pessoas aguardavam.

Defronte de si vê uma mulher franzina que denuncia cansaço. Viu-a colocar a cabeça em cima do tapete onde desfilam as compras. Percebeu que se sentia mal e perguntou-lhe se precisava alguma coisa. Simultaneamente a Sra. da caixa empurra uma cadeira e ajeita-a para a Sra. se sentar. Falam com ela. O polícia que ali se encontra, aproxima-se. Eram três pessoas, que naquele momento se esqueceram de si e olhavam para outro. Esperavam que a ajuda ao outro os ilibasse de todas as suas faltas. Não pensaram nisso, tinha a certeza de que não o tinham feito, mas era isso que ela pensava.

Há movimento em torno da Sra.: um vai buscar água, outro uma goma. O polícia sugere uma ambulância. A Sra. diz que se chama Etelvina e que tem 90 anos.

Não pode ir de ambulância porque o marido, com 92 anos, está em casa à espera dela. Ela recusa-se a ir porque o marido ia ficar muito aflito. Sugere-se ligar aos filhos.  Ela abre os olhos bondosos e grandes, quando se fala nos filhos e começa a chorar. Fica lívida e quase desfalece.

Ela faz-lhe uma festa nomeio da testa. Etelvina abre de novo os olhos, bebe um golo de água. Diz que os filhos vivem longe e que não podem vir. Está sozinha, não comeu e vive para cuidar do marido.( Coitada da Etelvina que não percebe que também precisa que cuidem dela). Os filhos, longe desconhecem se ela respira, não sabem o que sente. Divorciaram-se dos pais… Deixaram de encontrar “utilidade” em saber deles.

Voltou à rua, sentou-se no primeiro banco que encontrou. Lembrou-se do pão, mas não conseguiu voltar…

02
Jun17

Pedras...

fashion

 

(imagem retirada da net)

 

 

Há nas pedras vozes que não se ouvem,

Sussurros de desígnios incompreensíveis. 

Encontrei nas pedras tantos passos gravados que foi difícil não segui-los;

Nesse amontoado que não é, mas foi, há memórias sem tempo,

Há histórias que estão gravadas e silêncios transformados em pó;

Nas pedras vivem sonhos, que já não são sonhos.

Respiram sem que haja movimento;

Estão lá.

As pedras são prisões e pássaros que voam sem rumo

Há vidas nas pedras sem vida…

 

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