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Fashion in the bag

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31
Dez18

Eurídice e o Ano Novo

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Eurícide foi picada por uma cobra e morreu. O marido, inconformado, vai ao mundo dos mortos e convence Hades a permitir que Eurícide volte à vida. No entanto, Hades impõe uma condição: ela pode viver, mas ele (Orfeu) não poderá olhar para trás.

Nestes últimos dias do ano pensei muito na história de Eurídice e Orfeu. Na importância que tem o seguir em frente, na renovação da esperança que se inicia com cada ano. Mas o olhar para trás(ou não olhar) é quase como uma caixa de pandora. Há males que devem ser encerrados e não mais voltar a eles. Temos de saber olhar para as coisas boas, apreciá-las, valorizá-las, mas as outras é deixá-las onde estão. A caixa quando se abre assemelha-se a um emaranhado que nos atinge enrolando-nos e aprisionando a nossa força e esperança. 

Quando se olha para trás sujeitamo-nos a voltar para o mundo dos mortos, como aconteceu com Eurídice e Orfeu. Neste ano, prestes a começar, devemos olhar para o que está em frente, nos caminhos que se nos oferecem e mais importante: caminhar sem pesos. Bom Ano 2019!

26
Dez18

O meu conto de Natal

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Todos os anos criou a tradição de escrever um conto de Natal. Meia dúzia de palavras arrumadas ao longo do papel branco. Estou a vê-la agora: a luz amarelada, caneta na boca, a ruga no meio da testa em sinal de que algo pesado se ali passa. Começa a rabiscar, depois pára, respira fundo e recomeça. Os dedos brincam com a caneta e finalmente as palavras saem de uma assentada. Houve muitos natais cheios daquela alegria mágica que só uma criança consegue explicar. Era tudo tão suave que o vermelho mais gritante empalidecia com medo de perturbar a harmonia e a delicadeza daqueles momentos. As noites eram curtas porque a expectativa e a emoção eram muito superiores ao sono. A cumplicidade, a risada, a protecção, sobretudo a compreensão deambulavam por aquelas vidas. Havia cor, muita cor ainda que muitas vezes esse colorido estivesse só nela.  O mundo real coexistia com um mundo maravilhoso que só ela via, mas em que acreditava com todas as forças. Aos poucos os alicerces desse arco íris, vivencial, foram saindo, uns porque a vida assim quis, outros porque se revelaram a pior das desilusões.  Ainda assim em cada Natal ela guardou um saco. Um pequeno saco, sem adereços, de tecido vulgar e todos os anos, ela coleccionava memórias. Boas memórias. O tempo passou e ela foi guardando os seus pequenos tesouros e recorria a eles sempre que a nuvem da desilusão por si passava. Hoje tem mil saquinhos, arrumados, alguns abertos, outros ainda fechados. Se olharmos para cada um deles vemos tanta coisa, que uma colecção de palavras não seria suficiente para explicar. 

Pousa a caneta, fecha os olhos e perto dela consigo perceber o regresso ao seu mundo onde existem estrelinhas mágicas a cintilarem,  neve na janela e o cheiro dos bolos pela casa.

Era Natal!

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