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Fashion in the bag

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18
Mar18

Poesia

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FERNANDO PESSOA, in POESIAS INÉDITAS (1930-1935), (Ática, 1955/reimp. 1990)

NÃO ME DIGAS NADA! QUE HÁS-ME DE DIZER?

Não digas nada! Que hás-me de dizer?
Que a vida é inútil, que o prazer é falso?
Di-lo de cada dia o cadafalso
Ao que ali cada dia vai morrer.
Mais vale não querer.

Sim, não querer, porque querer é um ponto,
Ponto no horizonte de onde estamos,
E que nunca atinges nem achas,
Presos locais da vida e do horizonte
Sem asas e sem ponte.

Não digas nada, que dizer é nada!
Que importa a vida, e o que se faz na vida?
É tudo uma ignorância diluída.
Tudo é esperar à beira de uma estrada
A vinda sempre adiada.

Outros são os caminhos e as razões.
Outra a vontade que os fará seus.
Outros os montes e os solenes céus.

8-7-1934

12
Mar18

O tatuador de Auschwitz

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 Torci o nariz (interiormente) quando abri o bonito embrulho e vi o livro. Não sou muito de livros de modas, menos ainda de histórias demasiado exploradas. Reconheço a importância do tema, dedico e dediquei muitas horas a pensar nele, mas gosto de histórias improváveis, gosto de uma certa ginástica mental quando leio.

Ainda assim abri, li a primeira página e a segunda e pronto já estava presa na história. Não sendo surpreendente é muito bem contada e faz-nos acreditar que, de facto, as histórias de amor, aquelas de verdade, realmente existem. Essas são aquelas que conseguem ser superiores à morte e que nos deixam despertas para pequenas coisas, que são mas tão profundas e que por  vezes não as queremos ver. 

Auschwitz, aqui, é lembrado para além de um espaço onde  as maiores atrocidades  foram cometidas, como um local de amor, amizade e altruísmo.

Há coisas que ficam tatuadas para sempre, os números são apenas um pormenor...

15
Fev18

Conhecimento

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Esta semana revi o filme de Bergman "O Sétimo Selo". Incontornável é a cena do filme onde a morte joga xadrez com a alma, com a vida.

No decorrer no filme o actor que protagoniza a vida é enganado e confessa, à morte, a sua estratégia de jogo, contudo sente nas mãos o sangue pulsante e percebe que ainda está vivo. Não entende prontamente o porquê do seu sopro vital, mas uma breve reflexão leva-o a descobrir que o que faz continuar vivo é a procura do conhecimento. Isto extrapolado para os tempos actuais fez-me pensar na quantidade de pessoas mortas, que andam por essa vida e que pensam que estão vivas sem estarem. Quantas há que não procuram conhecer-se, nem pensar a vida. Os apelos para o fácil, o momentâneo e o que não dê trabalho, são fortes. Mas será isso a vida?? Pode ser que sim, mas a reflexão de Bergman remete-nos para o caminho do conhecimento e da profundidade das coisas da vida.

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