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Fashion in the bag

Fashion in the bag

06
Jan17

A Chuva que cai, sem cair...

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(imagem retirada da net)

Naquele dia tinha chovido muito, chove sempre quando a alma está dorida e ensombrada. Ele vestiu o casaco preto, longo, colocou o chapéu na cabeça com um gesto rápido  saiu para a rua. As gotas começaram a cair, a materializar-se e molhavam-lhe a pouca pele que estava despida. Abriu um guarda-chuva, preto e robusto que por um segundo lhe deu a falsa sensação de protecção. Chovia muito e quando a água cai, sem dó, não há protecções suficientes para impedirem que tudo esteja alagado e pareça perdido.

Olhou em redor, com os olhos semi-cerrados e com uma expressão de quem parece procurar algo que está ali, mas não consegue ver. Com o pé deu um pontapé num pequeno seixo que rodopiou rua fora até encontrar abrigo num tronco de árvore. Olhou longamente a pequena pedra, o trajecto que tinha feito e o facto de agora estar encostada à árvore e suspirou. Queria ser entendido sem ter de explicar, desejava que alguém lesse o que sentia e que o ajudasse a escapar àqueles dias em que a chuva caia sem cair. Voltou para casa, voltava sempre para casa...

 

 

05
Jun16

Dos pingos de chuva ao que perderam de importante na vossa vida?

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chuva.jpg

Não sei explicar qual a razão mas sempre senti um fascínio indizível pelos pingos de chuva. Talvez porque têm, em si, características que me hipnotizam. Além de serem transparentes, caiem do céu e assemelham-se a pequenas lágrimas que duram, apenas uma pequena partícula de tempo. Quando beijam os vidros sentimos um certo conforto por assistirmos àquele namoro que é tão curto e ao mesmo tempo intenso. Nunca percebemos se há na chuva uma alegria que se traduz em lágrimas ou uma tristeza que parte o céu, tamanha a sua grandeza, e nos atinge com toda a força. Queremos que dure, mas com medo queremos que o sol se mostre e acabe com aquilo que não sabemos bem o que é.

Fazemos isso com muitas coisas na vida. Como não sabemos totalmente o que são, tememo-las, e quando isto acontece ficamos sem saber se queremos que chova ou que faça sol. Somos incapazes de perceber a beleza da chuva e ansiamos pela claridade que, por vezes, é demasiado irreal e maldosa. Não há uma total permanência nem nos pingos de chuva, nem nos raios de sol. Fazem parte de um todo que aproveitamos fragmentado, ou não. Uma certeza devemos ter: que a um sucede o outro, mas que o conjunto se reveste de permanência.  Um amor, um verdadeiro amor, permanece na nossa vida para sempre, tal como o sol e chuva. Não há perdas porque quer queiramos ou não, há posses. E as posses são sempre, superiores às perdas. Quando possuímos(uma posse desprovida de possessão) nunca perdemos.  O que perderam de importante na vossa vida?

 

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