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Fashion in the bag

Fashion in the bag

20
Jun16

Todos temos paredes?

fashion

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Assim que o tempo melhora é mais fácil vermos os vidros que durante o Inverno permanecem na penumbra, talvez porque a claridade coloca a nu o que a escuridão tende a esconder.

Nunca percebi com exactidão o porquê, mas temos tendência para levantar paredes e muros. Chega a ser estranho porque não é trabalho fácil, requer afinco e alguma atenção. Os dias, as palavras e as acções ditam a cadência da construção da parede que se quer edificar. Começam por ser pequenas coisas que se fizeram ou não fizeram, palavras pesadas ou demasiado leves, porém toda esta mistura de sentimentos ditos e não ditos vai construindo aquilo que muitas vezes chega a ser uma das paredes mais altas que vimos a conhecer e a experienciar ao longo das nossas vidas.

Há pessoas que constroem tantas paredes que quando se apercebem encontram-se num reduto tão fechado, mas tão fechado que dificilmente conseguem sair.

Estas são as que eu chamo paredes visíveis. Duras, isolantes, demasiado altas e que são muitos difíceis de transpor. Nestas paredes é impossível ver quem está do outro lado. Quem está lá fica e muitas vezes o mundo esquece-se delas.

Há também as paredes que só são perceptíveis, como dizia no início, com a luz do sol. São as paredes de vidro, muito comuns e que poucos sabem que existem. As pessoas conseguem ver-se umas às outras quase se tocam, mas o toque é o toque no vidro; frio e destituído de afecto.

Porém, passam-se anos até que as pessoas notem que têm uma parede no meio, ou muitos até a adivinham, mas fingem que não porque é mais comodo, mais suportavél. O que se vê através dessa parede é apenas o reflexo do outro, porque aquilo que, de facto, é o outro há muito que já lá não está. Há dias em que o vidro está mais claro e quase pensamos que desapareceu, outros há em que o vidro fica demasiado baço e depressa nos faz notar a sua presença. Entretanto passaram dias, meses e anos e o vidro fica cada vez mais espesso. Tão espesso que as pessoas quase deixam de se ouvir.

Não gosto de paredes, nem de vidros... Prefiro sempre flores e espaços abertos. E por aí?

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