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Fashion in the bag

Fashion in the bag

16
Abr18

O cinema como ponto de partilha e de encontro

fashion

 

Talvez tivesse quinze ou dezasseis anos quando vi pela primeira vez o "Cinema Paraíso". Passaram vários anos, mas ainda assim não esqueci o impacto do conteúdo do filme. Perpassada pela história de amor que é forte, mas ao mesmo tempo de uma sensibilidade e de uma leveza incomuns, estão muitas outras histórias. Vive-se ali aquilo que era um sinal de que as salas de cinema tenderiam a desaparecer e isso para além de triste é preocupante. O cinema representava, na época representada do filme, muito mais do que a visualização de um filme. Estava patente o convívio entre as pessoas, as partilhas, os encontros. O cinema era um local de encontro, de vivência de experiências, mas acima de tudo de aprendizagem social e cultural. 

Tudo isto para tocar no tema de uma noticia que ouvi esta semana que registava o facto dos jovens na faixa etária dos 20 anos estarem numa situação de isolamento e com cada vez  menos vida social. 

A pergunta que se impõe será a de perceber como serão, no futuro, estes jovens que vivem isolados do mundo, protegidos por monitores de computador e telemóveis?

São preocupantes as escolhas de hoje. Assusta-me o vazio que por aí impera.

Dizia Lévinas que "o estrangeiro que entra em minha casa incomoda-me, tira o meu conforto, mas também pode trazer a novidade". O contacto com as pessoas é difícil, mas sem ele não poderemos evoluir e ser melhores.

15
Fev18

Conhecimento

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Esta semana revi o filme de Bergman "O Sétimo Selo". Incontornável é a cena do filme onde a morte joga xadrez com a alma, com a vida.

No decorrer no filme o actor que protagoniza a vida é enganado e confessa, à morte, a sua estratégia de jogo, contudo sente nas mãos o sangue pulsante e percebe que ainda está vivo. Não entende prontamente o porquê do seu sopro vital, mas uma breve reflexão leva-o a descobrir que o que faz continuar vivo é a procura do conhecimento. Isto extrapolado para os tempos actuais fez-me pensar na quantidade de pessoas mortas, que andam por essa vida e que pensam que estão vivas sem estarem. Quantas há que não procuram conhecer-se, nem pensar a vida. Os apelos para o fácil, o momentâneo e o que não dê trabalho, são fortes. Mas será isso a vida?? Pode ser que sim, mas a reflexão de Bergman remete-nos para o caminho do conhecimento e da profundidade das coisas da vida.

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