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Fashion in the bag

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14
Out16

O melhor bolo para o fim de semana e sem farinha!

fashion

 

 

O friozinho de Outono percorria-me o corpo ao de leve, como uma uma pena que acaba de soltar-se e nos toca na pele. Esta sensação obrigou-me  a procurar uma camisola quente e confortável e a pegar no livro que distraidamente tinha deixado sobre a mesa. Sentei-me no sofá grande e confortável e tentei concentrar-me no que lia, mas era Outono e o apelo ao aconchego, ao cheiro a bolos, ao chá quente impulsionou-me a sair do banco a procurar uma receita saborosa e a fazer algo agradável para o fim de semana que, já estava com as malas prontas para entrar.

Abri todas as portas dos armários, mas não tinha ingredientes. Vi, farinha, ovos, azeite,manteiga, gengibre, canela e tantas coisas dessas, mas aquele era um bolo tão especial, tão especial que não conseguia encontrar, nos armários, o que queria. Olhei em volta, respirei fundo e voltei a olhar o papel amarelado da receita. Era uma mistura antiga, um segredo muito bem guardado e especial. As letras eram bem desenhadas com uma caligrafia que fazia lembrar a de contos antigos. Arrumadas, as letras, revelavam que o bolo especial dependia de cinco ingredientes.

Na primeira linha lia-se: Muitos sorrisos. Onde ia arranjar isso, perguntei-me. Talvez se eu sorrir... assim fiz, primeiro um sorriso tímido e depois um maior e outro ainda. A tigela amarela ganhou ocupação. O segundo ingrediente, aquele que ocupava muito espaço na folha era: Pensar positivo. Fiz força com os dedos sobre as têmporas imaginei coisas bonitas, mas nada aconteceu. Fechei os olhos, imaginei que a partir dali tudo tudo correria bem, abri de novo os olhos, pestanejei um pouco,  vi que a tigela amarela estava mais cheia, tinha dado resultado. Na terceira linha lia-se: Agradecer. Pensei como era bom estar ali a fazer o bolo no quentinho, no facto de ter saúde e poder ajudar, a tigela ficou ainda mais completa. Seguia-se a quarta linha onde com letras bem desenhadas podia ler-se: Amar os outros. Isso era fácil: pensei. Bastou-me olhar para quem amava para que a taça continuasse a encher-se. O último ingrediente, o que me deixava com as pernas a tremer, era: Sonhar em grande. Estava no momento de mal como os sonhos; uma acesa discussão tinha-nos colocado de costas voltadas. Assim não consigo fazer o sonho, pensei desanimada. Passou algum tempo e a taça não enchia e nem eu sonhava. Mas o sonho era mais forte do que eu, veio devagarinho e beijou-me a testa, fizemos as pazes. A taça quase transbordou. Aforrei as mangas, meti as mãos naqueles ingredientes mágicos e amassei devagarinho. Passado algum tempo o cheiro era tão bom que era impossível não estar feliz. Era o melhor bolo de sempre!

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